domingo, 1 de julho de 2018

NÓS VOLTAMOS NA CASA DO CARNAVAL DE SALVADOR

Uma desinformação nos impediu ontem, mas decidimos voltar nesse domingo, até por que o tempo estava chuvoso. Vamos descer a Contorno.
E subir pelo Elevador Lacerda, de Cidade Baixa para a Cidade Alta.
Os netos mexicanos Xavier e Carlos estão conosco, é claro, com André Mari e filhos.
Essas ladeiras têm muitas histórias. Afinal, aqui começou o Brasil.
Mari explica tudo isso aos seus novos filhos.
Aqui o belíssimo Palácio Rio Branco. O prédio original, ainda sem esse nome, começou a ser construído pelo primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa, em meados do século XVI, para ser o centro da administração portuguesa. Teve várias funções, como quartel e prisão. Abrigou Dom Pedro II, quando este veio em visita a Bahia em 1859. Recebeu uma profunda reforma em 1900, passando a exibir um nobre e imponente estilo neoclássico, bem ao gosto francês.
Mas em 10 de janeiro de 1912, o palácio foi um dos pontos atingidos pelo bombardeio efetuado na cidade do Salvador. O prédio ficou praticamente em ruínas. Uma loucura isso. Os canhões do Forte São Marcelo voltaram-se contra a cidade que deveriam proteger e bombardearam impiedosamente a capital baiana, por cerca de quatro horas. Essa perversa ação militar foi autorizada pelo Marechal Hermes da Fonseca, então Presidente da República pois na Bahia, existia intensa disputa entre duas facções políticas, na época. Uma liderada pelo senador Ruy Barbosa, dominante, e outra por J. J. Seabra, ministro da Viação e Obras Públicas, apoiado pelo Presidente. 
Prédio da Câmara Municipal.
Lá no fundo a Ponta de Humaitá. Fica depois da Igreja do Bonfim.
Eu sei que você sabe, mas vou refrescar a sua memória. A primeira tentativa de administrar as novas terras descobertas pelos portugueses foi através das 14 Capitanias Hereditárias, implantadas em 1534, mas essa forma não deu certo. Assim sendo, em 1549 aqui  chegou Tomé de Souza, o primeiro Governador Geral do Brasil. 
O Monumento da Cruz Caída é uma obra de Mário Cravo Jr, e foi erguido em 1999 como protesto por ter siso autorizada a demolição de uma antiga igreja que havia nesse local, que datava de 1552 e foi demolida em 1933 para a passagem de bonde no local.
Mais história do Brasil: O Bispo Pedro Fernandes Sardinha chegou à cidade do Salvador em 1551, aos 55 anos, após ter sido eleito o primeiro Bispo do Brasil.  Em 1556, foi capturado pelos índios caetés, na então Capitania de Pernambuco, tendo sido comido por esses índios. Você estudou isso, lembra?
Zumbi dos Palmares também é lembrado aqui. Ele comandou o Quilombo do Palmares, na Serra da Barriga, em Alagoas, o maior refúgio de escravos foragidos, que chegou a abrigar cerca de 30 mil negros. Ele foi traído e morto em 20 de novembro de 1694, com o apoio de  tropas portuguesas. 
Dança das águas.
Chegamos na Casa do Carnaval da Bahia.
Vamos esquentando no terraço. Entrando no ritmo. 
Muito bem montado o museu. Com fones de ouvido em inglês e português, tem-se aulas sobre o tema o tempo todo.
Belíssimo colorido.
Aqui vídeos com os principais puxadores de trios elétricos.
Esse relembra e visita de Michel Jackson no Pelourinho, dançando com o Olodum.
Vamos cair no samba.
Vovó Mirian também.
Os visitantes caem mesmo na folia.
Eu falei Faraó
Êeeh Faraó!
Clamo Olodum Pelourinho
Êee Faraó!
Pirâmide, a base do Egito
Êee Faraó!
Clamo Olodum Pelourinho
Êee Faraó!
Ladeira da Montanha e a Ladeira da Preguiça, logo abaixo.
Essa ladeira, que ladeira é essa?
Essa é a ladeira da preguiça
Ela é de hoje
Ela é desde quando
Se amarrava cachorro com linguiça
Mercado Modelo fechado.
Já passa da hora do almoço. No Rio Vermelho fomos dar um abraço nos amigos Jorge Amado e Zélia Gattai.
Aproveitamos para apresentar-lhes nossos netos baianos.
Os mexicanos vão experimentar o acarajé, a mais típica comida baiana.
Meio desconfiados.
Vamos almoçar aqui.
Mas a sobremesa vai ser em casa, saboreando os doces mexicanos que os garotos trouxeram para seus pais brasileiros.
Mas toda essa paixão por eles pode estar por pouco. Amanhã às 11 horas o  jogo Brasil x  México há de nos separar. Vai ser a grande decepção deles para com o nosso país.



2 comentários:

  1. Decepcionar o Mexico no gramado é mais doce que qualquer sobremesa...

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  2. Ah, e o acarajé não é baiano: é uma iguaria africana, vendida ainda hoje nas ruas da Nigéria pelo nome de "akara".

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