quarta-feira, 5 de julho de 2017

A DESPEDIDA DE UMA PESSOA MUITO ESPECIAL

Como já disse, recebemos a notícia ontem, lá em BH, do falecimento de Silas Gonçalves Martins. Aceleramos o retorno, dormimos em casa e partimos cedinho para Faria Lemos.
Um garoa caía, para aumentar o frio.
Na criminosa região da BR 116, onde acontecem acidentes em altíssima incidência e nada acontece, ninguém é responsabilizado. Coisa normal para o país dos absurdos.
Fico revoltado quando leio no Site do Silvan Alves essas  tragédias e alguns ainda comentam: "a culpa é dos motoristas. Tá cheio de placas no local".
O traçado é criminoso, a pista é cheia de irregularidades e está tudo fora dos padrões de segurança.
É nessa região de Miradouro que a morte aguarda famílias, vindas do Nordeste, do Sul, de todas as regiões.
Vamos deixar a BR 116 aqui, em Fervedouro.
Indicação de Carangola.
Muita serração por aqui.
Também é justificável.
Estamos perto da Serra do Caparaó,  onde fica o  Pico da Bandeira.
Deu na mídia que a temperatura no Pico, nessa noite, chegou em 14 graus abaixo de zero. Veja essas fotos da internet:
Atravessamos Carangola, minha terra natal.
Tradicional fábrica de queijos e outros laticínios.
Aqui o nosso destino, para uma programação triste.
O corpo de Tio Silas estava sendo velado no templo antigo da Igreja Metodista, que ele serviu por muitos anos. O ofício fúnebre foi conduzido pelo pastor local, Reverendo Suesley, filho de tradicional família metodista, o que certamente lhe gerou esse nome, uma homenagem a Suzana Wesley, mãe de João Wesley, fundador do metodismo na Inglaterra, no século XVIII,  e também pelo Reverendo Aladir, nosso amigo de longos anos, hoje já aposentado do ministério pastoral.
Silas deixou uma família pequena. A esposa, dois filhos e 3 netos, mas primos e sobrinhos são muitos e todos guardam por ele muito carinho.
Eu também lutei  contra a emoção e trouxe umas palavras lembrando que bem acima das pessoas especiais nós pudemos conviver com Tio Silas, que na verdade ere meu primo, mas por ser mais velho  e muito carinhoso, trocamos o grau de parentesco.
Tio Silas caracterizou-se pelo fascínio que exercia sobre as crianças da família. Todas elas cresceram guardando dele as melhores lembranças. Filhos e netos tinham por ele uma grande paixão.
Ele nasceu em faria lemos, mas ainda criança veio para Belisário onde passou boa parte de sua vida. Era filho de José Isidoro e neto de Sebastião Gonçalves Martins, um dos fundadores de Belisário.
Lauriene, na ponta aqui do banco, é a agora viúva. Foi extremamente atenciosa para com o marido em sua luta no hospital em JF, nos seus últimos dias de vida. O filho Lucas vem a seguir.
O Reverendo Sueslhey é de Muriaé e lê EMBELISARIO de vez em quando.
Hora da despedida de fato.
O novo templo fica do outro lado da rua.
Na moda antiga, mesmo chovendo, o deslocamento foi a pé.
Cada casarão desse tem muitas histórias e algumas delas em comum com minha família.

Hoje aqui se reúnem os Pedreiros Livres.
Essa casa faz parte da nossa história de família.
Silas morou aqui, onde nasceu sua filha Leila Márcia, aí na foto.
Bonito o templo católico.
Só mesmo nessas horas se consegue juntar alguns familiares. O primo  Levy veio de BH. Também era fã de Tio Silas e não quis deixar de despedir-se dele. A filha Leila Márcia mora em Juiz de Fora, onde o pai ficou internado por cerca de 80 dias, no CTI. Camila é neta e Alexandre o seu marido. Moram em Itaperuna.
Já estive por cinco vezes nesse cemitério para enterro de minha vó, tios e um primo, filho de Silas. Como falei, Faria Lemos está muito ligado à minha família pelo lado dos Souza Lima e Gonçalves Martins.
Aqui se encerra a cerimônia. O Reverendo Aladir, à esquerda da foto,  também se manifestou na cerimônia, já que foi pastor de Silas por alguns anos.
O cunhado de Silas era pessoa muito querida por ele. Viajavam juntos nas férias.
Não demoramos. Já de volta para Carangola.
Vamos curtir o primo Levy mais um pouco. Ele também integrou a nossa equipe no Sistema Ferry Boat, lá em Salvador. Hoje é técnico do Metrô de BH.
Almoçamos aqui, onde viemos várias vezes com Tio Silas.
Uma passadinha para matar mais saudades.
O primo Paulo Sérgio não quis ir no enterro, por questões emocionais. Também tinha paixão pelo seu Tio Silas. Não se viam já há muitos anos.
Levy se mirava em Paulo Sérgio, mais velho que ele. Queria ser igual a esse primo quando crescesse. Mas cresceu mais do que ele, pelo menos no tamanho.
E vamos registrar esse encontro de primos. Marília é esposa de Paulo Sérgio.
Bonito esse tipo de eucalipto em sua casa.
Logo depois das duas horas  já estávamos em Belisário. De Carangola mesmo Levy partiu pra BH.
Tá gelado aqui.
Tão logo tomou conhecimento do falecimento de Silas, D. Nina nos mandou esses dados históricos, do livro que está escrevendo, falando da ligação de sua família com Belisário.

4 comentários:

  1. Muita lembrança de Silas, considerado um parente de tão amigo que era de minha mãe. E assim, a gente vai também vivendo a vida por um fio, parecendo cada vez mais sozinho... É o destino de quem tem a "sorte" de ficar velho... Minhas condolências a todos da família e um grande abraço, Nina Campos.

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  2. Apesar da dor, foi um prazer estar com vcs neste momento. Precisamos encontrarmo-nos mais, almoço 0800 não é todo dia né? kkkk

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  3. A respeito do Silas, antes de mais nada faço minhas as palavras de Cleber, era um cara super "gente boa", principalmente com as crianças. Na infância, tive momentos incríveis na casa e no sítio do Silas.
    Minha presença em primeiro lugar se deveu a grande amizade de sobrinho e tio, que nutriam o Silas e Joaquim de Souza Lima, ao primo amoroso e o carinho que tenho pela prima Leila Marcia. Que Deus conforte Lauriene, Leila e Lucas.
    Levy Lima.

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  4. É muito difícil viver tão longe e saber que os tio queridos estão indo embora e a agente se privou de estar ao lado deles por mais tempo. O tio Silas me lembrava muito o vô José, o carinho a atenção que eles tinham quando íamos visita-los foi algo que marcou minha infância. Foi morar com Deus e nos deixou com muita saudade. Abraços a todos os primos e tios, que Deus os conforte o coração.
    Elias G. Sousa

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