quarta-feira, 28 de junho de 2017

TERÇA É DIA DE PELÔ. II PARTE

Lembra que Mirian e eu já estávamos lá na antiga Faculdade de Medicina? Faça de conta que descemos novamente para o Largo de Jorge Amado, mas não descemos, por enquanto. Essas fotos e uma visita legal estavam perdidas no smart de Mírian.
Depois do almoço nós entramos num lugar que quero lhe mostrarComo a culinária típica da Bahia está intimamente ligada ao  sincretismo religioso no estado, aqui no  Pelô, e não poderia ser em outro lugar, o  SENAC inaugurou o Museu da Gastronomia Baiana.
Ele foi montado nas Muralhas de Santa Catarina, a mais antiga e importante referência  arqueológica de Salvador
Em painéis são abordados  temas culturais diversos, com destaque para as comidas sagradas do candomblé

O dendê está presente em quase tudo o que sai do fogão da baiana.
Festas de largo são representadas, com forte presença da raça negra.

Em Minas o café é seco nos terreiros. Nas fazendas de cacau ele também é tratado nos telhados, principalmente no sul da Bahia.

Livro e café têm tudo a ver. Aqui comemos quindim, como sobremesa.
E aqui termina o faz de conta. Tudo o que vamos apresentar daqui por diante é real. Depois da Faculdade de Medicina chegamos no Terreiro de Jesus, defronte à Catedral Basílica Primacial São Salvador. Vamos ver uma roda de capoeira.
O negão viu o mineirinho cara de capiau, cabelos brancos e resolveu me desafiar.
Levou o maior pau. Não sabia que eu era mestre nessa arte africana.
Mas no final a gente volta a ser amigos, sem qualquer mágoa.
Epa! Já estava começando a gostar do negão. O melhor é sair logo daqui.
Meu negócio é essa sereia que está aí se refrescando.
A obra é do famoso artista baiano Mário Cravo, que lembra a derrubada da Catedral da Sé, antigo templo católico que foi demolido em 1933, para a passagem dos bondes.
Com direito aqui a uma bela vista da Cidade Baixa, da Península de Itapagipe e da Baía de Todos os Santos.
Registros arqueológicos da Praça Dona Isabel

Aqui o Palácio Rio Branco, que começou a ser construído pelo primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa, em meados do século XVI, para ser o centro da administração portuguesa.
Em 10 de janeiro de 1912, o palácio foi bombardeado a mando do Presidente da República  Hermes da Fonseca. O prédio ficou praticamente em ruínas.
Volta lá na matéria que fizemos com D. Nina, no Palácio do Itamarati, no Rio,onde citamos isso na biografia do Barão de Rio Branco: "Em seus últimos instantes de vida, lamentou o bombardeio da capital baiana, Salvador, motivado por uma crise política em janeiro de 1912."

O Elevador Lacerda, que liga a Cidade Baixa à Cidade Alta.
O Mercado Modelo é um show para compras de coisas baianas e mesmo nordestinas.
Vamos voltar.
Novamente no Terreiro de Jesus. A Catedral e a poucos metros, em frente a ela, mais duas igrejas. Dizem que em Salvador tem 365 templos católicos. Um para cada dia do ano. Isso não é verdadeiro.
E logo mais à frente a Igreja de São Francisco, a mais rica em ouro do Brasil.
Já pensou essa ornamentação no Forró de Belisário no final de julho?
Já no carro, defronte à Igreja de Santana.
E agora já estamos na moderna Cidade de Salvador.
Maravilha de dia. Dormi e confesso que não consigo esquecer aquele negão. Isso é normal, Gilmar Assafrão?

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