sábado, 24 de junho de 2017

SORRIA! VOCÊ ESTÁ NA BAHIA

É um privilégio estar aqui em Salvador no dia 23 de junho, véspera do Dia de São João. Somente quem é daqui ou por aqui passou consegue entender o que essa data significa para os baianos e para os nordestinos em geral. Esse povo alegre ainda se solta mais e o clima ainda se torna mais fraterno.
Quando Caetano Veloso chegou em São Paulo e compôs Sampa,  "É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi", ele tinha razão. Salvador é outro mundo e outra realidade. É difícil entender " o resto".
Onde, por exemplo, você enfia o seu carro de luxo em um local como este para ir a um restaurante?
Estamos no Candeal, um bairro pobre da cidade onde Carlinhos Brown cresceu como um garoto pobre e que aqui criou vários projetos e grupos musicais que modificam a vida de crianças e jovens carentes de Salvador. Através das suas mãos foram formados mais de 5.000 percussionistas que hoje se destacam tocando pelo Brasil e pelo mundo.  
Aqui ele implementou o projeto "Tá Rebocado", de urbanização e saneamento do bairro. Em 1994 Brown fundou  a Associação Pracatum Ação Social, uma referência em cursos de formação profissional em moda, costura, reciclagem, idiomas e oficinas de capoeira, dança etc. Essa escadaria é um dos exemplos.
Ele também criou Festival Guetho Square, que recebeu no Candeal diversos artistas, mas que foi interrompido por problemas com os decibéis que incomodava vizinhos.
Pelo seu engajamento com as questões sociais Carlinhos recebeu muitos prêmios internacionais. Por coincidência nós estávamos voltando da Disney quando ele recebeu uma comenda que em Miami. Topamos no aeroporto de lá e logo tietei essa foto.
Sempre que a gente vem em Salvador voltamos aqui com o amigo/irmão Luiz Carlos, agora com esse carrinho show. 
Ele foi meu diretor no Sistema Ferry Boat, também vindo da RFFSA-Juiz de Fora. Nós retornamos e ele ficou.
Mas perdemos a viagem. O restaurante de D. Madalena, mãe de Carlinhos, não abriu hoje, que é como o dia 24 de dezembro no sul/sudeste do Brasil.
Uma foto de quando aqui estivemos.

Você anda cerca de 300 metros e encara outra realidade urbanística. Estamos hospedados na casa do filho André, nesse segundo prédio.
Quem pensa que Salvador é somente patrimônio histórico,vá vendo aí.
Arquitetura arrojada.
Apenas fizemos alguns retornos, em função do trânsito e entramos novamente em outra realidade. 
Viemos para o Restaurante Donnana.

Tudo é S. João.
Olha o sorriso da baiana. Em poucos minutos a  gente se relaciona como se fôssemos velhos amigos.
Uma casquinha de siri como entrada.
E entre um atendimento e outro, mais conversa.
Uma maravilha de ensopado de camarão com polvo. Moqueca tem azeite de dendê, uma das poucas coisas que eu não gosto na Bahia.
De sobremesa uma musse de coco verde. 
Vamos EMSALVADOR, atentos ao que acontece EMBELISARIO.

Um comentário:

  1. Amigo Cleber ! Sem dúvida, Salvador é uma cidade de grandes contrastes, como o Rio, onde se atravessa um túnel e se encontra realidades bem diferentes também. Vale ressaltar que estive aí em Salvador em 2011 e voltei ano passado e achei que a cidade melhorou muito, no que diz respeito a ações da prefeitura. Que bom !
    Este restaurante da mãe de Carlinhos brow me lembrou muito um restaurante de Olinca/PE, onde estive ano passado, chamado "Casa de Noca" onde se come a melhor carne de sol de PE, e chama atenção, tanto pela simplicidade, como a cordialidade e pela comida deliciosa. Recomendo fortemente, caso você vá em Olinda/PE.

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