quinta-feira, 13 de abril de 2017

VAMOS DAR UM PULINHO LOGO ALI.

A serração estava baixa na serra. 
Mas a família não estava sentindo frio, em seu carro conversível.
A pecuária se tornou o melhor negócio na região.
E não estamos sozinhos. Mateus aproveitou a carona, já que tinha problemas a resolver em nosso destino.
Olha a Catedral lá no fundo. Estamos passando por Leopoldina, sede de uma das diocese da Igreja Católica. Mas hoje, quinta, a sede será aqui em Belisário, para onde todas as 64 paróquias  estarão se dirigindo, com seus padres, o Bispo José Eudes e um bispo emérito. Vamos mostrar a celebração daqui a pouco. Preciso correr com a matéria. Evite ficar me perguntando coisas.
Vamos virar à direita.
Lembra que a gente sempre dá uma parada aqui, depois de Bicas, sentido. Juiz de Fora? Dessa vez nem fotografei a queijaria. Peguei essa foto no arquivo. 
Aliás, fotografei apenas a área de lazer.
O nosso foco foi aqui, nessa nova loja, bem ao lado.
Essas selas lembram que você pode e deve doar alguma coisa para ser sorteada no churrasco da Cavalgada de Belisário.  Aqui no Fernandinho tem tudo.
Vá vendo o bom gosto do local.
Olha aí, Muniz! É o que você está querendo para assar costela em seu novo espaço.

E conhecemos Adriana, a proprietária. Ela é de Maripá, aqui pertinho. O motivo de todo esse bom gosto está no fato dela ter residido na Europa por vários anos e teve um restaurante em Lisboa.


Mírian fica igual a pinto no lixo.
A melhor notícia pra mim é que Adriana pretende montar aqui um restaurante com comida portuguesa. Não vejo a hora. Por enquanto é só in natura.
Quando você estiver vindo de JF pra me visitar, pode passar aqui e pegar uma massa fresca dessa e trazer para a gente comer juntos. Lembro que ao lado tem queijo e goiabada, para a nossa sobremesa.
Veja que beleza. Os preços são ótimos.
Você  nem imagina o que seja isso. Uma casinha, tipo de passarinho, cercada de telinha, para ser colocada sobre o fogão a lenha. A fumaça entra pela tela e defuma o produto, deixado ai dentro.
Esse aparador é show. E barato, Pouco mais de 700 reais.
Vamos em frente
Estamos em JF, defronte à antiga Escola Normal.
Aqui o grupo se divide. Almoçamos e Mirian foi num médico.
Mateus vai resolver o seu problema aqui no centro e eu vou visitar um amigo, o Reverendo Sérgio Arantes Pinto. Não o fotografei, por estar se recuperando de um internamento no CTI. Mas está super lúcido e tivemos boas conversas até de cunho teológico. Ele foi pastor da minha geração jovem e de muitas outras. Também foi Diretor Geral do Instituto  Granbery da Igreja Metodista.
Rev. Sérgio sempre se caracterizou pelo estilo simples, mas profundo em suas análises bíblicas.Ele facilita o entendimento do Evangelho e das histórias e profecias  bíblicas, sem abrir mão da inteligência. Ótimo conselheiro e sempre presente. Foi também pastor de meus pais, em seus últimos dias de vida e foi ele o chamado para dar a notícia a eles, do falecimento precoce de meu irmão Cláudio.
Ele e sua esposa Marta, também pessoa muito querida,  estiveram em Belisário participando do Encontro de Metodistas Confessantes.
Mas Mirian está ainda no médico. Encontrei com Mateus e viemos visitar a ferrovia. Um gostoso papo com a minha ex-secretária Cristina Cassará, que deixei de registrar, já que o celular estava sem bateria.
Mateus foi pegando essas cenas daqui por diante.
O  prédio da RFFSA foi cedido para a Prefeitura de JF.
Fomos visitar o Museu Ferroviário, muito bem montado. Um grupo do SENAI estava aqui.
Venci a minha timidez leonina e me meti no trabalho do guia, aqui contando um "causo" ferroviário.
Contei pra eles que certa vez uma ocorrência foi feita pelo Chefe da Estação de Barbacena, à sua chefia superior, num português muito erudito, comum entre essa classe, declarando que na noite anterior o agente de estação percebeu que o trem Vera Cruz, sentido BH-Rio se aproximava com velocidade reduzida da plataforma da estação e se dirigiu à composição para ver o que se passava, quando foi "agredido no olho com uma leguminosa de porte médio, lançada pelo maquinista"
Será que o maquinista pirou? Nada disso. É que um cidadão bebeu muito no carro restaurante do trem e começou a aprontar confusão. Mas o cara era oficial do Exército e, em época de Ditadura Militar, ninguém iria se arriscar. Então o chefe de trem pediu ao maquinista que mobilizasse a Policia Ferroviária lá em Juiz de Fora, junto com a Polícia do Exército, para retirar o cidadão. A única estação aberta antes de JF era a de Barbacena e ali ele deveria pedir esse auxílio. 
Como nessa época não havia comunicação direta do maquinista com o Centro de Controle, ele decidiu escrever um bilhete pedindo essa mobilização e enrolou numa batata, para lançar para o tal agente. O papel deve ter voado a "leguminosa de porte médio" atingiu o infeliz no olho.
Esse causo faz parte do livro do Professor Víctor e eu passei para ele já que confirmo a veracidade de tudo isso, pois vi a ocorrência.

Relógios das estações ferroviárias.
Outra satisfação, encontrar "Sertãozinho" aqui. Ele está acompanhando essa turma do SENAI como professor. Quando eu era estagiário de Engenharia na 3ª Residência de Via Permanente, em Mariano Procópio-JF, ele era técnico. Isso foi em 1976/77. Seu pai, Sertão, foi um dedicado ferroviário da mesma Residência.
Os sinos têm uma forte relação com a história da ferrovia. Quando o agente liberava o trem da estação anterior, batia o sino da sua estação avisando que ele logo chegaria e também  quando de sua partida, após o embarque e desembarque dos passageiros.
Nas linhas não sinalizadas o telégrafo fazia a combinação entre as estações, uma pedindo a outra autorização para liberar a composição e a outra autorizando. Se houvesse acidente o registro na fita apontaria o culpado.
Esse sistema por magneto era mais seguro. Nunca poderia haver mais de um bastão fora das máquinas entre duas estações. Uma autorizava a outra e o sistema liberava o bastão que era entregue para o maquinista. Na outra estação o maquinista entregava ao agente o bastão que o colocava novamente na máquina. Isso possibilitava a liberação para outra composição entre ambas as estações. 
E eu volto a me meter na apresentação do guia. Essa cambona de iluminação é show. Seja fixada no chão ou no barranco, para o peão da linha ter as mãos livres para trabalhar à noite, ela sempre fica com o pavio virado para cima.
Uma vila ferroviária.
Essa balança servia para pesar a mercadoria a ser despachada. Há um "causo" de um agente de estação de Miguel Burnier que, novo na função, não sabia como iria cobrar o transporte de um cabrito. Se por unidade ou por peso. Como estava sozinho e não tinha a quem recorrer perguntou ao despachante se não interessava vender o animal. Comprou e resolveu o seu dilema. Não vai mais despachar.
Acabamos os nossos compromissos e pegamos o caminho de volta pra Beli.

4 comentários:

  1. Pô, vão acabar contratando você pra guia do Museu Ferroviário... aí vai fazer muita falta Em Belisário.

    Renato Sigiliano

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  2. Muito Obrigado Cléber e Mirian.
    A carona foi muito útil, consegui resolver o que precisava.
    Que possamos em breve voltar a "Gisdefora".
    Abraços!

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  3. Vou ter que acabar indo a Belisário algum dia, Cleber.

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  4. Valeu...! Cléber e Míriam. Esta loja é muito bonita e de bom gosto. Passei por aí outro dia mas não vi todos os detalhes. O meu projeto de assadeira de costela é um pouco diferente Cléber, não comportaria esse suporte para "Fogo de Chão". Aliás se quiseres ver a assadeira quase completa já estamos preparados para a estréia no próximo sábado. Encomendei ao Tuti uma boa costela para essa estréia. Sintam-se convidados.

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