sábado, 4 de março de 2017

UMA VISITA QUE NOS REPORTA AO PASSADO

Há alguns dias postei uma turma de Itamuri que chegou em Beli numa cavalgada. Lá conheci Farley, primo de Mirian, trouxe-o para casa e ele me falou que iria voltar aqui em outra cavalgada, dia 4 de março,  e que traria a sua mãe.
Gosto de gente assim: fala e cumpre. Eles moram em BH. A mãe é Nilza Braga, nascida em Beli, filha de Mariinha e João Braga, figuras que fazem parte da história de Belisário.
Ela saiu daqui para Muriaé, quando Farley tinha sete anos. Depois foram pra BH.
Ele é empresário, proprietário da Millena Canfecções, especializada em moda íntima para gestantes. Veja lá: http://www.millenacriacoes.com.br/. A sede é em BH mas tem confecção também em Muriaé.
A conversa rolou solta. Mirian conviveu pouco com Nilza. Mas vão identificando parentes, lembrando de casos, fofocas ...
Mais gente da família vai chegando, Regina é prima em primeiro grau de Nilza. As mães Maria Gomes e Mariinha eram irmãs.
Outra prima. Madalena, filha de Joaquim Gomes, também irmão da Mariinha.

Essa visita tinha também um caráter protocolar.
Quando conheci Nilza, em Muriaé, no enterro de sua mãe, ela me falou de uma caderneta onde o pai, o Coronel Francisco Gomes Campos, que dá nome à Praça da Matriz, anotava toda a sua rotina diária. 
Muitíssimo interessante.
essa é datada de janeiro de 1948. Certamente que tiveram outras cadernetas, que se perderam com o tempo. Essa Nilza guardou.
Como se vê o Coronel prestava serviço de manutenção de estrada para a prefeitura. Também gostava de filosofar. Era um homem muito à frente de seu tempo.
Com as netas Regina e Madalena e agora com os bisnetos Mirian e Farley.

Preparamos um churrasquinho para eles, já que não tínhamos certeza de quantos viriam. Churrasco é só pegar mais carne, a medida que vai chegando gente. 
Dr. Vôlney, marido de Madalena, vocês já conhecem. 

Solange, Shoji e Gustavo também vieram.
É só esse o grupo. 
Agora vem uma maratona de visitas. Nilza queria ver os conhecidos e amigos que aqui deixou. Não os via há mais de 20 anos. Meu compadre Tuti foi o primeiro. 
Sr. Quirino foi muito ligado à sua família. Trabalhou com João Braga, que gostava muito dele.
Eram compadres. Nilza é madrinha de Robertinho. Não se via também há mais de 20 anos. "Bença madrinha !"
Agora também com a comadre Josefa.
Eu voltei para casa. Tinha aqui uma missão, que depois posto. Mirian acompanhou a prima.
Muitas lembranças.
Foram para o Museu Tic-Tac, criado por D. Nina Campos.
Essa foto é da família de Mário Filgueiras. Sua esposa Lígia era irmã de João Braga.
Eram 16 filhos.
A caderneta vai ficar exposta dentro dessa mesa de vidro. Vamos providenciar uma cópia para ficar fora, que possa ser manuseada. 
Mirian quis oficializar a entrega da caderneta no Museu, e assim fiquei sem ela para reproduzir coisas interessantes que estão escritas.Tenta ler clicando na foto pra ver se consegue ler essa página.
Esse é João Braga. Pai de Nilza.

A presença é registrada no livro próprio.
Mais encontros. Agora com Leila.
Também com Antônio Moreira.
Mostrando o povo da época. Ela lembrou-se de quase todo mundo.
O casal Marlene e Guina também foram procurados. A mãe de Marlene, D. Oriza era de Belisário e conviveu muito com Nilza, que gostava de chupar uva na casa dela. Já deu tombo de bicicleta na amiga Oriza, quando avistou o pai João Braga, que não gostava que ela ficasse pedalando pelas ruas de terra do Distrito.
Depois passaram no comércio de Paulino Balbino, mas Mirian esqueceu de fotografar.
Uma outra pessoa muito amiga perdeu a visita por estar em Muriaé. Quando chegou veio aqui em casa para rever a amiga. Trata-se de "Beata".
Jéssica também veio...
... e também Jaqueline.
Estou aqui postando e elas conversando lá no segundo andar.

Essa visita deve render mais postagens. Vou esperar D. Nina comentar lá do Rio, para colar aqui na matéria. Certamente que ela vai falar do Coronel Chico Gomes, João Braga... 

2 comentários:

  1. Que ótimo ver ai todos esses visitantes tão nossos! Vou aproveitar, sim, Cléber, para o Livro História de Belisário, 2º Tomo, que começa justamente com a atuação do Cel. FGC, filho e genros, em Belisário. Algumas fotos que você está fazendo ai com Nilza, Farley, Madalena e o marido, Regina e Mirian, todos do clã do grande Cel. serão preciosas para ilustrarmos esse período que é a História de todos nós, belisarienses. Lembranças minhas aos visitantes e a todos vocês. Lembre que, no livro, as fotos aparecerão em preto e branco, precisam, por isso, ser bem nítidas. Que preciosa relíquia a caderneta do Cel. com anotações da década de l940, provavelmente. No final da década de l930 a luz elétrica na usina do João Braga já teria começado a funcionar, em 1937, tivemos a nomeação da 1ª Profª formada, Dª Mª Amélia Meirelles Calais, em 1943, concluído o processo do desmembramento do distrito de Rosário da Limeira e instalação do Cartório, rede de esgoto e água encanada nas vias principais. O Cel. Francisco Gomes Campos nunca residiu em Belisário, é considerado o nosso 1º Vereador - naquela época nomeado pelo Pres. da Câmara que era também prefeito de Muriaé. Exerceu a Vereança também por Itamuri, Limeira e Camargos (Pirapanema), ao mesmo tempo. Era muito amigo do Cel. Luciano Alves Pereira de Belisário e do Cel. Domiciano Monteiro de Castro. Os 3 Coronéis tinham fazendas confrontantes. Minha prima, Mª Angélica, filha de Luciano Alves Pereira, falecida há muitos anos, que nasceu e viveu em Belisário até se casar, colaborou com o Prefeito Hélio Araújo, de Muriaé, na escolha dos nomes e colocação das placas das ruas e praças de Belisário. No Museu TIC-TAC, de Belisário, na pasta Documentos, estão os discursos em manuscrito, feitos por ela dando um resumo biográfico dos contemplados.
    Quanto aos títulos de Coronel (em outros lugares tb. Capitão e Major) foram um resgate feito pelo então Pres. da República, Getúlio Vargas, em reconhecimento aos que se distinguiam
    no comércio, na agricultura ou na política. Muito interessante que é dessa época, e um pouco antes, a vinda de imigrantes italianos, para suprirem mão de obra na região que a cada dia aumentava a produção do café. Daí nossas famílias se misturarem com sobrenomes como Sigiliano, Schettini, Januzzi, e outros por ai.

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  2. Quanta riqueza em suas lembranças, querida Nina Campos. Vô Chico Gomes, foi um ser humilde, tinha o prazer em ajudar ap próximo. Nos anos em que tive o prazer em trabalhar no CAIC, E.E.Pedro Vicente de Freitas e morava em Belisário, fomos vizinhas, se lembra? ... ouvi muitas boas histórias do meu avô. Meu abraço carinhoso. Saudade.

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