domingo, 26 de março de 2017

CAMINHADA EM DEFESA DAS ÁGUAS

O Dia Mundial das Águas foi criado em 1993, pela ONU e é comemorado em 23 de março. A Paróquia de S. Antônio, de Belisário,  juntamente com várias outras instituições, marcou a comemoração para esse domingo, aproveitando para, mais uma vez, também se posicionarem contra a entrada de atividades mineradoras nessa região. O ato foi marcado para as 7 e trinta horas.
Nem é mais necessário falar da ameaça sofrida pelo Frei Gilberto, citada no cartaz.
Frei Gilberto faz a abertura da caminhada. Muitos visitantes em Belisário. Quase 10 cidades foram citadas.
Então vamos seguir. Na verdade eu estou na frente, mas aproveitei muitas fotos do amigo Vicente Balbino, que é fotógrafo profissional. Essa é uma delas. Para você saber qual é dele e qual é minha, basta ver a qualidade. As melhores são dele. Se você se interessar por alguma dessas ou muitas outras fotos por ele tiradas na caminhada, ou para cobrir um evento qualquer, combine com Vicente (32) 6 99950 0318.
Música durante todo o percurso.
Essa também é de Vicente, que flagrou Silvan Alves já cansado logo no início da caminhada.
Essas moçoilas bonitas eu flagrei.
Aqui vai merecer uma parada para reflexão, defronte à Cachoeira de Belisário.
A Professora Juliana, de um instituto ligado à preservação ambiental, foi convidada a trazer a palavra. Cumprimentou os produtores rurais pela luta que empreendem na proteção da água, e pede que não esmoreçam nisso. Também que procurem valorizar a agricultura familiar e a agroecologia.
Vindo morar em Beli aprendi a admirar o carinho que essa turma rural tem pela água. Tenho reclamado a contra partida por parte da população urbana, na lavagem perdulária de carros, calçadas, no banho, no fazer barba e escovar dentes e no lavar as louças sem qualquer critério. Vejo falar muito pouco ou nada sobre isso. Essa luta é de todos, né?
Vão passar por aqui. Como eu estou na frente, já antecipo esse belo visual. Sigo puxando sempre meu carro, retornando para fotografar o grupo. Vicente e Silvan Alves estão comigo.
Como uma procissão, se arrastando feito cobra pelo chão.
Sempre os caminhantes têm bois, vacas e cavalos como testemunhas desse ato, além da beleza da Serra do Brigadeiro.
Outra parada nessa bica. Pavão luta para que a geração de Gabriel e as demais tenham esse líquido caindo por aqui.
Agora Leandro faz uma breve reflexão. Ele mora na região da Graminha e é pesquisador. Confirma a presença, nessa região, de cerca de 350 macacos muriquis. Lembra outras riquezas desse bioma, como plantas, inclusive medicinais, pássaros e muita água limpa. São valores que merecem ações de preservação.
Grande Farinhada! Um artista esse cara. Músicas de raiz e, sob o seu comando, ótima dinâmica por parte do público, em suas apresentações. 
Jéferson não deveria estar aqui, mas em JF, no Exército Brasileiro, onde seguia carreira militar. Sua família morava na nossa zona rural e seu pai foi vitima de uma covardia, ao levar um tiro na coluna, por um desconhecido, sem qualquer explicação. Ficou paraplégico, carecendo de cuidados, obrigando o filho a abrir mão de sua carreira, para voltar pra roça, para dar-lhe atenção. História muito triste. A família se mudou para a zona urbana do distrito e ainda vem sofrendo problemas com cachorros de vizinhos, que atacam suas novilhas, pela falta de morador no local. Como se diz: miséria pouca é bobagem.
Vamos em frente!
Próximos à Fazenda Belete.
No zoom registro o grupo vindo ao longe.
E a música não pode parar.
Outra reflexão, agora pela Professora Manuela, aqui presente com 3 agricultores e as alunas Milena, Elimara e Estela, da Escola Familiar Agrícola Serra do Brigadeiro, de Ervália.
Ela destaca que esse tema é tratado sistematicamente pela referida Escola e assim sentiram-se na obrigação de entrar nessa luta, participando do movimento.

O gado agradece. Já vivenciamos falta de pasto e até mesmo de água para eles, recentemente, nessa nossa região.
A nossa carne é forte.
Aliás, todos agradecem a presença da água.
Tem gente que adora aparecer. Olha o que esse cachorro fez quando o grupo parou nesse local. Com certeza, foi a forma que ele viu de dizer: estou com vocês e não abro!
E vamos que vamos!
Vá identificando os de Beli por aí.
Nossas new friends do DH do Governo de Minas, Benilda e Aline. Partiram hoje pra BH.
Essa turma veio de Varginha, mas não é a terra do ET. É uma comunidade aqui pertinho, que pertence a Miradouro. Uma delas é sobrinha do Coronel Manduca.

Outra palavra, agora pelo representante da Cáritas, que veio de BH com uma equipe. "A Cáritas Brasileira é uma entidade de promoção e atuação social que trabalha na defesa dos direitos humanos, da segurança alimentar e do desenvolvimento sustentável solidário. Sua atuação é junto aos excluídos e excluídas em defesa da vida e na participação da construção solidária de uma sociedade justa, igualitária e plural." (http://caritas.org.br/).
Ele questionou a transferência de terra produtiva daqui para virar carro lá na China.
Essa e as fotos seguintes são de Vicente. Voltei com Silvan já que queríamos estar presentes no enterro de Aparecidinha, marcado para as 10:30 horas.
A Comunidade Franciscana a vista.
E a Caminhada já chegando.
Na Cachoeira do Nahor aconteceu a celebração.
O público vai se juntando.
Na carroceria do caminhão é montado o altar.

Fica sempre uma pergunta no ar: quantos participantes? Eu tenho mania de contar e cheguei no número 270, quando o grupo passava em frente do sitio de Antônio Balbino, de onde eu voltei. Somando-se os que ali estavam e os que vinham de outras comunidades e  aguardavam no entrocamento, chegamos em 300. Contei 50 carros passando, com média de 3 passageiros em cada. Chegamos em 450. Somando-se às, aproximadamente, 50 pessoas que soube estarem já aguardando na cachoeira, estimo 500 pessoas. Um excelente número. 

Um comentário:

  1. É isso aí. A água nos foi dada por Deus, é preciosa e sem ela não existe vida.Parabéns aos organizadores do evento e que o Criador nos proteja dos ambiciosos que com sua ganância destroem a vida.

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