quarta-feira, 29 de março de 2017

AINDA VOLTANDO DA PEDRA ALTA

Não achamos o Zé Cunha, mas o carro de Aluisio Rogério está lá na fazenda. Deu pra ver da estrada. Vamos dar um abraço no amigo.
Pedrão me ajuda a procurá-lo. A sua produção forte aqui é o leite. Tudo feito com muita técnica, mesmo porque ele tem formação técnica, como engenheiro, tendo trabalhado muitos anos na PETROBRAS.
Tá ele lá.
Olha que maravilha esse milho, que vai para a silagem, para alimentar o gado. Tudo muito viçoso pois são irrigadas com as fezes que saíram  dos currais diluídas em água, aqui chegando por bombeamento. E ele trata água com profundo carinho.
Veja ai uma das caixas coletoras do estrume diluído na água da limpeza dos currais.


Subimos para eu conhecer as inúmeras barraginhas que ele fez, para conter as águas que descem pelas estradas internas da fazenda.
Com direito a esse visual.
O que desce por aqui não vai assorear rios e lagos lá em baixo.
Vai infiltrando nas barraginhas, por aqui mesmo.

Pegamos o carro e ele foi me mostrar toda a contensão de água feita na fazenda. O que ele pode, segura de água em sua propriedade.
É grande o volume que desce por aqui.
Outra técnica: plantar leguminosa perto do milho, para a retensão de nitrogênio no solo. Aqui foi o feijão
Aqui havia uma depressão natural. Aluisio fechou a saída e formou uma área pantanosa no local. 
Muitas mudas de árvores foram plantadas por ele. Recuperou uma nascente que já está levando água para casa de seu colono.
Barragens pra todo lado.
Olha lá em baixo o resultado. Não falta água, com o permanente abastecimento do lençol freático.
É um entusiasmado. Garante que toda a sua renda, inclusive a da fazenda  é reinvestido aqui.
Olha o que ele fez na estrada municipal! colocou barragens em pontos sucessivos.
Em algum ponto há a travessia da água pela estrada, de forma subterrânea, para alimentar bacias na parte inferior da fazenda.
Veja o resultado!
O solo já está saturado. Essa água garante a qualidade da estrada, que não é esburacada pela correnteza e não permite o carreamento de terra para o rio.
Estamos de volta à sede da fazenda.  Maravilha esse pé de caqui.
Pedrão subiu para encher a sacola.
E a colheita tá feita. Custódia é a esposa de Aluisío. Mirian ficou papeando com ela. Está comprando  mais mudas de frutas, mesmo já tende muitas plantadas pela fazenda. Preocupa-se também em alimentar os pássaros e animais.
Insistiram para que eu trouxesse para casa. Novamente fico vermelho de vergonha, mas aceitei.
De volta pra casa.
Mas sem falar com o Zé Cunha. 

Um comentário:

  1. Fantásticas a fazenda e a administração do Aluísio Rogério. Suas providências para conservação das águas deveriam ser imitadas por todos os produtores rurais. São obras relativamente simples e muito eficientes para o suprimnto dos lençóis subterrâneos. Mesmo numa região privilegiada como a nossa, a escassez de água constitui uma ameaça concreta e muito próxima.

    ResponderExcluir

Comente este post!