quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

VIVA A FARTURA...

Porque a miséria ninguém atura. 


Cresci ouvindo isso de meu pai. A celebração da fartura. 
É o que estamos vivenciando aqui em Beli,  em relação às mangas. O povo não está dando conta de consumir a produção dos quintais e nem mesmo nos pés nas ruas.

A toda hora a gente vê as frutas pelo chão. Aqui uma outra coisas me chama a atenção: alguns meninos, em anos anteriores, jogavam pedras nas mangas e caiam mais verde do que madura. A gente falava mas de nada adiantava. Até um churrasco eu prometi para o João Víctor e sua galera, para ser comido no dia da colheita. Nem assim.
Mas essa molecada cresceu e os que vieram a seguir já não fazem isso. As mudanças pedem tempo para acontecerem.
Às vezes eu junto e deixo sobre o banco, pra ver se aparece um interessado.
Essa cena é do pé lá na Praça Cel. Francisco Gomes Campos, onde o asfalto tem ficado amarelado de tantas mangas "atropeladas" pelos carros.
Esse pé de manga rosa, que cai pro meu quintal, está doente. Elas amadurecem já podres.

Mas o primo Marcus Campus sempre me traz umas deliciosas mangas ouro. Mesmo assim, também costumo pegar na rua, para fazer suco.

E também para fazer picolés. Você lembra a sua época de pobre quando que sua mãe fazia isso? 

Isso na Bahia se chama abafabanca. Veja lá:
Abafabanca:
FonteDicionário de BaianêsPicolé caseiro, artesanal, feito de vitamina de abacate, manga ou goiaba.

Um comentário:

  1. Sobre o vizinho pé de manga rosa, doente,
    aconselho fazer uma consulta ao Chicão, da EMATER, agrônomo especialista em frutas, se é que ele ainda está em Muriaé. Ele ajudou muito aos "bananeiros" de Belisário, me contou certa vez o sempre lembrado nosso Luizinho Estevam, que além de ruralista exemplar e bem sucedido era também o nosso menestrel e trovador nas festas, acompanhado ao acordeon pelo filho Geovane.
    Luizinho é como o sabor da manga, não se esquece jamais...

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