segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

PARTIMOS PRA SP

Saímos às 8 horas de segunda. Como sempre, entro na direção Juiz de Fora.
E já estamos lá. Avenida Brasil ponte da Rua Halfeld.
Onde se lê Prefeitura ... leia-se Rede Ferroviária Federal. Isso na alma ferroviária.
Tradicionalíssima feira da Avenida Brasil. Trânsito desviado.
Já atravessamos a cidade. Na BR 040  a gente finge que vai pra BH e vira para o Sul de Minas, direção Lima Duarte.
A gente vê esse acampamento cigano entre JF e Lima Duarte já há muitos anos. Esse povo habita várias partes do mundo e o seu estilo de vida ainda é cercado de mitos e muito preconceito, verdades e mentiras. Quando criança, em Cachoeiro de Itapemirim-ES, carreguei água pra um acampamento, com a promessa de receber um o tachinho de cobre. Até ontem ainda não havia recebido. Fazer negócio com cigano é arriscado. Isso é uma verdade.
Cigano, ou gitano (espanhol) ou  gypsy (inglês) é uma corruptela de egípcio em função de uma  crença errônea de que eles seriam provenientes do Egito. No século XVIII, estudos comprovaram que a origem correta está na Índia, perto do Paquistão. No século X houve a grande diáspora cigana, época em que eles se espalharam por muitas partes do mundo.
Também li que Cristóvão Colombo, na sua terceira viagem, em 1498, introduziu os primeiros três ciganos que pisaram o Novo Mundo, mas o Rei Felipe I decretou,  em 1570 uma proibição de entrada dos ciganos na América, e ordenou o regresso dos já enviados.
Esse povo sofreu muita perseguição em várias fases da história e em vários pontos do mundo. Só em Auschwitz   morreram mais de vinte mil ciganos. “No dia 3 de agosto de 1944, os últimos 2.897 habitantes das barracas ciganas de Auschwitz, incluindo mulheres e crianças, deixaram para sempre de cantar e dar-se ao entusiasmo. “
Vamos em frente!
Trevo de Caxambu. Vamos à direita. À esquerda cai na Dutra. Não quero. Lá tem carretas, muito CO2, PRF ávida em aplicar multas, e pedágios caros. Tô fora.
Alguns quilômetros depois, o nosso ponto de parada. 
As crianças gostam do picolé gourmet daqui (paleta).  O amigo Lucas é o gerente mas tá de folga hoje. Ele acompanha EMBELISARIO e é  natural de S. Francisco do Glória, cidade vizinha nossa.
Já de partida. Essa figurinha pediu um livrinho de história em 3 D.
Alguns me questionam por optar a passagem pelo Sul de Minas e não Volta Redonda.  Mas não abro mão dessa riqueza agrícola.  A nossa monocultura de café e eucalipto  e a cada dia mais reduzida para darem lugar aos pastos, não me empolga tanto. Lá a agricultura familiar é mínima, pela fuga das famílias da zona rural e o agronegócio não é estimulado, pela topografia imprópria.
Será uma forragem para o gado essa plantação amarela? Fala aí, Dr. Dárcio!
E já chegamos na Fernão Dias.
De novo finjo que vou  pra BH, mas volto logo.
Mas devo confessar que também me atraem as fábricas do Sul de Minas, que geram empregos em grande escala. Ainda mais se fabricam chocolate. Essa não tem venda no varejo.
Aqui na Kopenhagen já tem varejo. Já estivemos lá por duas vezes, em retorno de viagem.
Estamos na Marginal Tietê.

Agora eu fiquei doce igual caramelo
Tô tirando onda de camaro amarelo
Agora você diz: "Vem cá que eu te quero!"
Quando eu passo no camaro amarelo.

Carro de rico. Léo tem um. Olha a cara da riqueza. Rico ri a toa.

A ponte estaiada é o símbolo de que estamos em SP.

Um comentário:

  1. Boa Noite!
    Sei que não é um comentário oportuno para essa matéria mas, preciso de fazer tal.

    Amigos,
    Belisário é um lugar de clima favorável, um lugar aconchegante, de um povo hospitaleiro e acolhedor, de uma beleza rara e exuberante.
    Belisário no ponto de vista de muitos já deveria até ser município pela estrutura que possui mas infelizmente isso não será concretizado nem tão cedo ou talvez nunca... Triste!
    Ultimamente esse lugar tão querido por seus moradores e visitantes está perecendo...
    lamentável as situações que vem acontecendo na comunidade e ninguém toma medidas cabíveis para reverter isso!
    Ontem (domingo 29/01/2017) o distrito foi tomado por uma cavalgada (se é que podemos chamar de cavalgada) de pessoas de outras localidades... No evento (sem organização alguma) havia pessoas ordeiras mas quase a metade dos participantes eram pessoas baderneiras que fizeram e tiraram a paz da população. Na praça, som automotivo... motos barulhentas... motoqueiros malabaristas... cavalos... charretes e muita algazarra praticadas por menores alcoolizados.
    Idosos, crianças, pessoas de qualquer idade corria o risco de ser atropelados por esses que tomaram conta da praça principal e das principais ruas do distrito.
    A bagunça rolou solta a tarde toda...
    Ouvia-se dizer que era "um esquenta" para a maior cavalgada da região que acontece no lugarejo em Maio... Ora, como assim um esquenta?? Imagina a famosa cavalgada então em Maio?? Como será?? Impossível se for do nível dessa que aconteceu ontem!!
    Hoje, pouco antes das dezenove horas um mercado local foi vitima de um assalto relâmpago..
    Somos todos prejudicados por tudo isso que vem acontecendo "Em Belisário".
    Onde está a segurança que temos direito? Pagamos nossos impostos e ficamos a mercê dessa triste situação.
    Gostaria que esse comentário chegasse as autoridades, representantes políticos para pelo menos tomem ciência do que esta acontecendo e providenciem medidas necessárias para colocar ordem na comunidade e a paz, o sossego, a tranquilidade voltem a fazer parte do dia-a-dia da população belisariense.
    Fica aqui registrado essa situação e no aguardo de que notícias boas venham ao encontro de nós pessoas de bem que presenciam fatos como este. Em quanto isso oramos pedindo a Deus sobre nós proteção divina, proteção para não sermos atropelados e nem assaltados pois estamos desprovidos de qualquer outro tipo de segurança.
    No mais, sincero agradecimento por permitir um comentário como este nesse meio de comunicação tão acessado, um canal muito importante que não podemos abrir mão.

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