sábado, 17 de dezembro de 2016

FORUM DE CULTURA

Com a estrada bem barreada descemos a Serra de Belisário nessa sexta.
Mais de dez pontos como estes, com o talude escoando..
Com carro 4 X 4 viro macho. Não fosse isso ficaria quitim, quitim aqui na roça.
Estava com tempo. Assim resolvi conhecer o Complexo do Cristo, recém inaugurado pela Família Braz.
Um visual muito legal da cidade de Muriaé.
Fiquei impressionado com o tamanho da obra.
Um templo muito espaçoso. 
Mas o nosso destino era esse, no Teatro Belmira Villas Boas.
Alexandre como mestre de cerimônia. 
O Fórum da Cultura é um espaço para se discutir as diversas manifestações artísticas numa região, nesse caso, no município de Muriaé. É uma oportunidade para se identificar e catalogar o que acontece no município em termos de arte, tais como artes plásticas, teatro, dança, sinfônicas, música em geral, festivais gastronômicos....
Dele participam, junto com a equipe da FUNDARTE, pessoas interessadas no tema,  articuladores, promotores culturais, patrocinadores, como a ENERGISA e o Grupo Votorantim.
Rodrigo Guarçoni fez a abertura, representeando o Prefeito Municipal. Teceu elogios ao trabalho da FUNDARTE nos últimos 12 anos.
Tempo este em que o órgão foi comandado por Gilca Napier, que fez um balanço do que aconteceu por aqui em termos de expansão da cultura na cidade. 
Não vou lembrar de tudo, mas merece destaque o restauro do Grande Hotel
O Teatro Zacarias Marques, restaurado e reequipado.
O Coreto da Praça João Pinheiro.
A restauração do Teatro Belmira  também significou muito para a cultura na cidade.
Escola de Música, por onde passaram milhares de alunos
Idem Escola de Tearo
Escola de dança.
 A Escola Municipal de Audiovisual Carlos Scalla também formou centenas de alunos.
A FUNDARTE  nesse período também assumiu a manutenção da  Banda da Sociedade Musical União do Artistas, um  patrimônio cultural de Muriaé, fundada em 1935.
Também nessa fase a FUNDARTE, tendo Gilca na direção geral, aproximou-se do Polo Audiovisual da Zona da Mata, com sede em Cataguases, que trouxe alguns filmes para serem produzidos em Muriaé, como, por exemplo, CORRENDO ATRÁS.  Estima-se que essa filmagem trouxe cerca de 800 mil de receita para a cidade, em alimentação, hospedagem, compras de material para o figurino, locações...
Inclusive com artistas globais. 
Uma roda de conversa sobre a importância da cultura como fonte transformadora de uma sociedade.
O diretor do Polo de Audiovisual anuncia a abertura de mais um edital para apoiar 5 filmes de curta que se inscreverem, sendo obrigatoriamente 4 deles da região abrangida pelo Polo. Irão oferecer, pela segunda vez, 25 mil para cada filme, além de assessoria técnica para a produção.
Foi apresentado A LUTA, do simpático e competente diretor Buno Bennec, que dirigiu por alguns anos a Escola de Teatro da FUNDARTE e hoje se encontra brilhando no Rio de Janeiro.
O GAB deu um pequeno apoio à produção do filme, que foi rodado em parte aqui em Belisário. Veja essa cena na Cachoeira do Nahor.
Parte do elenco estava presente no auditório. O filme recebeu prêmios no festival, lá em Cataguases. No centro Carlos Scalla, um ícone do cinema na região. É o nosso Humberto Mauro, o mineiro de Volta Grande, considerado o Pai do Cinema Brasileiro. Scalla tem uma máquina que pertenceu a Humberto Mauro.
Mais uma obra em andamento.
Aqui passará a funcionar o Estúdio Municipal de Audiovisual de Muriaé.
Tá chique o local. Era um fétido porão.
Flávia assumirá a direção geral da FUNDARTE  em janeiro.
Um coquetel foi servido.
Três feras da cultura na região. No centro Evaldo, um agitador cultural, estilista, com formação em designer de modas, artista plástico, organizador de exposições e hoje vinculado à equipe da FUNDARTE. 

Sobre Mônica Botelho eu vou fazer "Ctrl  C" / Ctrl V":

Graduada pelo Fashion Institute of Technology em New York. Desde 1989 atua áreas de relações sociais, comunicação e marketing do Grupo Energisa.
Como presidente da Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho coordena e executa diversos projetos e iniciativas em Cataguases, Minas Gerais, no Rio de Janeiro, Sergipe e Paraíba.
Idealizadora e diretora geral do CINEPORT – Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa, em suas quatro edições: Cataguases, em 2005; Lagos, Portugal em 2006, e João Pessoa em 2007 e 2009.
Coordenadora geral do Centro Cultural e Memorial Humberto Mauro em Cataguases, desde 2003.
http://www.festivalverefazerfilmes.org.br/2010/?p=726

E sobre Gilca, ela teve uma brilhante passagem  na direção da FUNDARTE nesses últimos 12 anos. Suas realizações apresentei em cima, de forma resumida. Ela marcou uma era na cultura de Muriaé, pela sua ampla visão nessa área, de forma planejada, não apenas de sucessivos eventos.
Permanecerá vinculada à FUNDARTE, como professora, mas certamente que apoiará Flavia, até pelo seu caráter ético.
Belisário conseguiu boas coisas com Gilca. Fica registrado aqui o meu respeito e carinho por ela e sua equipe, também muito dedicada e competente. 

3 comentários:

  1. Um dos instrumentos que fizeram de Muriaé um município referência na região, certamente foi o trabalho cultural e um dos seus expoentes, sem dúvida, é Gilca Napier e seus auxiliares na FUNDARTE. Que continue assim nas próximas administrações municipais.
    Nossa admiração e cumprimentos a todos os participantes.

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  2. Bela cobertura! Muita luta nesta trajetória de também muitas conquistas!

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  3. Bela cobertura! Muita luta nesta trajetória de também muitas conquistas!

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