quarta-feira, 16 de novembro de 2016

FERIADO NO FOGÃO A LENHA

Em tempos de Masterchefs em vários canais de TV, decidimos passar o 15 de novembro brincando de cozinhar, como diz a patroa.
Trabalho em série, cada um numa frente. Começo eu, cortando o tomate ao meio.
Semente tirada e nova lavada.
A semente não vai pro lixo. Aqui nada se perde, tudo se transforma, como já dizia o meu velho amigo Lavoisier.
A polpa é batida no liquidificador e a semente é retirada. Isso vai virar um molho.



Na horta da comadre Gracinha (Tuti), peguei espinafre.

Após batido, é misturado com a farinha.

Tá virando uma massa verde.

Já abro outra frente. O negócio é otimizar o fogo. Oito litros de leite  de vaca, de verdade.

Nessa fase  é imprescindível a mão de obra especializada. Marilea chega de Muriaé só prá ajudar a enrolar o pici, uma pasta italiana.


Já está na hora do almoço. Combinamos de ficar só nos belisquetes. Berinjela gratinada cai muito bem. Com mussarela e tomate. Ainda vai entrar o manjericão e azeite.
Tudo isso ao som de pingos fortes de chuvas e bicas d'água caindo no quintal.
O primo Renato degusta uma IPA, de fabricação da famosa Cervejaria Antuérpia, de Juiz de Fora. Veio um barril dela para o OKTOBEERLISARIOFEST e ele engarrafou a sobra.
Um lombinho é tudo de bom. A frigideira gigante, feita a partir de lâmina de arado. foi presente do primo Renato. Até em SP a gente já a levou.
Abacaxi, cebola...
O leite voltou do gás para o fogão a lenha e é hora de levar o tomate para o forno. Em proporções iguais, sal e açúcar misturados são salpicados.

Você sabe que esse prato ajuda para que  o leite não transborde.
E o doce de leite, que começou primeiro, está pronto.
Uma hora de forno e o tomate é revirado, em outro tabuleiro, para escorrer a água na hora da virada.
Doce vai pro vidro.
E o tomate seco também  está pronto.
Também vai pro vidro.
Uma delícia. Joga-se temperos como alho, azeite, orégano, alecrim...
E o pici e o molho estão também prontos para o uso.
Eu nem registrei Mírian preparando essas broas. Já foram também pro forno, junto com o tomate, e está pronta.
Mirian é especialista também nisso.
Já no final da tarde, sem os primos Renato e Marilea, encaramos a massa. Abobrinhas, carne picada, espinafre e o que mais quiser. 
Pois é, cara! Eu fiz uma matéria parecida com essa há um ano e nela desfiei você a repensar sua vida. A cidade grande, com a sua violência, seu alto custo, suas  relações complexas, a sogra pegando no seu pé, receber  o cunhado chato todo domingo pro almoço....
Venha ser feliz na vida simples do campo e cante com Taiguara

Vai, abandona a morte em vida em que hoje estás
Há um lugar onde essa angústia se desfaz
E o veneno e a solidão mudam de cor
Vai pro amor.
Vai, recupera a paz perdida e as ilusões
Não espera vir a vida às tuas mãos
Faz em fera a flor ferida e vai lutar
Pro amor voltar.

Só não falei que enquanto almoçávamos caiu um raio aqui perto e a internet foi embora. Somente hoje, mais de 24 horas depois, conseguimos tê-la de volta.

8 comentários:

  1. Amando a cada dia mais este Blog,e nesta matéria minha querida irmã Marilea e seu esposo lindinho arrasando neste lugar inspirador,pela simplicidade da vida saudável,clima puro,tranquilidade é o que precisamos vida com qualidade, parabéns Cléber e Míriam.

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  2. Enquanto acompanhar EMBELISÁRIO, vai ser difícil fazer regime. Haja Deus!

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  3. Amigo Cléber !!!
    rsrsrsrs...começando com um pouco das teorias de Henry Ford e Frederick Taylor no trabalho em série e depois Lavoisier, deu pra ver que o resultado foi um dia muito agradavel e uma comida deliciosa ..rsrsrs...
    Grande Abraço !!!

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  4. Fui uma das privilegiadas 'vítimas' deste almoço e atesto a veracidade dos fatos descritos. Afirmo que sou feliz quando estou a caminho de Belisário. Alguns dos motivos estão ilustrados aqui. Os primos Mirian e Cleber nos transforma em verdadeiros marajás, cheios de regalias e delícias. Aliás, onde a gente chega em Belisário é muito bem recebido...

    Renato Sigiliano

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  5. Gostei, Gilmar, de ver você recordar Henry Ford e os outros. Ford lembra meu pai, Juquinha Silvério, que foi um dos primeiros caminhoneiros ao tempo em que só haviam caminhõezinhos Ford e Chevrolet e as estradas eram um atoleiro só; de Miradouro a Muriaé oito horas de viajem em tempo bom (poeira pura). A alguma coisa, ter quase 88 anos serve... Hoje, acredito que tem gente que pensa que Ford é marca brasileira, dessas inventadas para ter status de estrangeira.

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  6. Cléber,
    Não posso de deixar de parabenizar sempre você e Miriam também como grande fotógrafa e revisora, pelas excelentes matérias que você "cata" aí, mostrando o nosso interior tão querido e bonito. Nessa época de prisões de políticos e ex-autoridades que deviam ser exemplares, e nem dá gosto ver os noticiários de TV, o embelisariomg é um grande lenitivo...

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  7. Um dia, ainda,, irei viver desse modo.
    Qualidade de vida!

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