segunda-feira, 29 de agosto de 2016

CAMINHO DA ROÇA-AINDA NA MANHÃ DE SÁBADO

Na matéria anterior vistamos as fazendas da Família Campos. Vimos gado criado em regime de confinamento, quando você decidiu se tornar vegetariano, quiçá um vegano, vimos fábrica de ração para gado e fábrica de pinga. Vamos em frente! Temos mais curiosidades.
Fui no carro do amigo Marcus. No alto ele me mostra a capelinha que foi construída a pedido de sua avó, na década de 20, quando a gripe espanhola assolou o país. Mortes aconteceram também nessa região.
O grupo volta para o ônibus.
Vá acompanhando a carinha de Enzo, com a mãe e a vó Lúcia.
O ônibus dá uma parada para Marcus mostrar a balança e o caminho que o gado toma para ser embarcado no caminhão.
Fomos muito bem recebidos pelo Dr. Maurício Campos, médico ginecologista, que nas horas vagas é fazendeiro. Em conversas particulares com ele e outros produtores por aqui a gente descobre como é difícil o retorno dos investimentos no negócio no campo. É muito mais paixão pela terra do que negócio.
O foco aqui é gado leiteiro.
Bezerros terão uma teta  reservada para eles.
Muita mecanização. O alimento é recolhido num ponto pelo trator e espalhado diretamente no coxo. Antigamente os salários eram muito baixos. Uma pessoa trabalhava quase que só para ter a sua moradia, água, luz e alimento, na fazenda, e algum dinheiro para outras despesas. Com isso havia dezenas e centenas de colonos. Hoje fica caro para o produtor ter muitos empregados e assim a mecanização ocupa espaço da mão de obra. Mesmo assim, essas fazendas aqui geram muitos empregos.
Esse bezerrinho nasceu hoje. Como você é vegetariano, vai olhar pra ele com muito carinho. Eu já olho pensando na picanha que ele vai dar.
Mirian com os primos. O bisavô dela era irmão do avô deles.
Aqui a enfermaria. Esses bezerros estão dodói.

A ordenha começou cedo e já acabou. Uma segunda ordenha acontece 12 horas depois.-
Vamos dar uma olhada no rol de produção?
Parabéns Fátima, Beatriz, Isa e Iara. Vocês são boas vaquinhas! Serão recompensadas. A dosagem do alimento é proporcional aos quilos de  leite produzidos. Compare as colunas "Total" com "Ração".
Veja ai as linhas das ordenhadeiras mecânicas. Salvo melhor juízo, são 8 vacas de uma só vez.
Através de encanamentos o leite escoa diretamente das tetas para os tanques, onde fica em temperatura de 2 graus, para ser levado para o laticínio. São produzidos aqui cerca de 1.500 litros/dia. Para a sua informação, o leite é pago ao produtor próximo de 90 centavos o litro. Você paga quase 4 reais por ele no mercado e corre o risco de estar levando  soda cáustica junto.


Esses oportunistas ficam só pegando a rebarba da ração.
A primavera chegando e já temos belos ipês florescendo por aqui. Nessa área fica a maternidade.
Mais uma surpresa nos aguarda. Vamos pra lá.
Fomos gentilmente recebidos pelo casal para o que eles chamaram de "cafezinho".
Tá ai o tal "cafezinho".
Duas músicas foram cantadas, mesmo à capela, par agradecer tamanha gentileza.


Muito simpáticos nossos anfitriões, Dr. Maurício e Maria do Carmo.
Agora vamos relatar um incidente que ao invés de atrapalhar o programa, veio valorizá-lo ainda mais. Saí  no carro com Marcus, para pegar as pingas que alguns compraram. E o ônibus nada de chegar. Voltamos para ver o que teria acontecido.Ônibus travou o freio de uma das rodas.
 
Marcus me levou até Belisário para pedir socorro. A Toyota chegou primeiro e depois eu cheguei com  o meu carro, o de Shoji e do amigo Ari. Uma cena cômica. Cruzei com a Toyota já carregada de coralista. Pra minha surpresa, a grande maioria quis vir na carroceria, apesar da idade e dificuldades físicas.
Tentei fotografar a passagem do carro mas a poeira não deixou.
Mas o Maestro Léo Cunha fez isso e me mandou as fotos, agora cedo, pelo zap.
Dos palcos de Lisboa, Paris, Montevidéu ... para a carroceria de uma caminhão empoeirado, na estrada do Serrote.
Sobraram poucos para nós trazermos no conforto.
Eu também não estava na pousada quando eles chegaram, mas Mirian fotografou.
Todo mundo vai ter de lavar a cabeça, para tirar o poeirão. Que farra!
Ainda temos muita coisa pra mostrar. Fique ligado EMBELISARIO.

Um comentário:

  1. Diplomático, poético e patético! Um passeio como esse talvez os bisnetos já não terão. Com a tomada dos trilhos do desenvolvimento, o transporte entre a Fazenda do Dr. Maurício se fará pela
    MABEL, cia aérea Maurício-Belisário. Pode até haver ainda um lanche de tal gostosura...e, certamente o Coral dará ai um recital completo, em anfiteatro para 2.000 pessoas da região. Ou mais !

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