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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

OS BONS FILHOS À CASA TORNAM

Ele é o Geraldo Romão. Nasceu EMBELISARIO em 1936 e aqui morou até 1957. Foi casado com uma prima de Mirian, filha do Edson Isidoro. 
Tomou outros rumos na vida, foi para S. Paulo, trabalhar na indústria de plásticos, de lá para Engenheiro Caldas-MG... e já há 3 anos retornou para a "terrinha".
Aqui deixou 2 irmãs, sendo uma delas  Osvaldina, esposa de Nelson Jorge.
Esse é o destino.
"Roda mundo, roda-gigante / Roda-moinho, roda pião / O tempo rodou num instante / Nas voltas do meu coração...  e eu voltar pra Beli / A terra do meu coração."
 (letra de Chico Buarque em parceria com Cléber Paradela)

Eu iria em sua casa para fazer com ele uma matéria. Aproveitei a caminhada de sexta para fazer isso. Então vamos andar.
A amiga Dra. Simone Silva, de Conselheiro Lafaiete falou que só viria a Beli se aqui tivesse orquídeas. Ai vai, doutora...



Isso foi na  casa de Tia Regina. As flores estão começando por aqui.  
"Quando entrar setembro / E a boa nova andar nos campos / Quero ver brotar o perdão / Onde a gente plantou Juntos outra vez...." 
A vista daqui é sempre deslumbrante. Mesmo com a câmera pequena.
Casas abandonadas no campo. Cenas bonitas e tristes.
Um cavaleiro solitário. Veio fazer compras na rua?
A Igreja da Comunidade de São Pedro, vai aí para matar saudades de Eva, filha da finada Rosa Aprígio, que morou por aqui, deu duro, catou café... venceu na vida e hoje é Assistente Social lá em Curitiba, onde acompanha o EMBELISARIO. Ela jurou que vai fazer uma matéria para a gente. Já ameacei postar eu mesmo, com uma foto que ela me mandou, se ela não o fizer. Vou aguardar mais um pouco. Ela acha que está feia na foto. Tá nada!
Estamos na altura da ponte lá perto da tal igreja. Você é do tempo em que a estrada ainda passava por lá?
Mire na boca do cão. São espinhos lançados por um porco-espinho que ele certamente tentou pegar. O dono jurou que vai procurar alguém que tira com alicate. Dizem que o espinho penetra cada vez mais, se não for retirado logo. Li que alguns porcos-espinhos têm mais de 30 mil espinhos.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

VOLTANDO NO ARTESANATO DO MOREIRA

De vez em quando a gente precisa voltar lá. Na verdade, eu passo sempre, pra uma conversa fiada com Antônio e nem sempre com a câmera. Agora fui com o propósito de fazer uma matéria.
É um lugar interessante e sempre agrada aos visitantes de Belisário.
Estão em obras por lá. Leila tem ideias avançadas para o local. 
Há lojas de cidades vizinhas que vêm aqui para buscar muita coisa.
Olhe esse porta sombrinhas. É também uma chapeleira.
Uma mandala é sempre um bom presente.

 

Vindo a Belisário, vá lá conhecer/rever. Com uma vantagem: fica aberto 24 horas. quer dizer: até às 22 horas. 

DEPOIS DA TEMPESTADE...

... vêm as caminhadas. Tempestade é exagero. Por 3 dias a gente teve ótimas chuvas por aqui. A estrada em obras ficou fechada por Itamuri, mas tudo bem. O nosso campo precisava muito delas. Ontem retomamos as caminhadas, que aliás estavam abandonadas. 
Uma oportunidade, como levantou Mirian, de vermos a renovação. Imediatamente após a chuva a natureza responde. É tempo de renascimento dos pastos, o sol quente dá lugar a uma brisa fria, a moçada vai pra rua soltar pipas...

A clareza do céu dá um belíssimo visual daqui da "cutieira".

O frio já foi embora pra mim. De madrugada ele volta, com o termômetro marcando 8 graus.
E a charrete também já se foi.

Algumas flores precipitadamente começam a mostrar viço, algumas semanas antes da chegada da primavera, para dar um charme no visual do Pico do Itajuru..
Aqui não há renovação. Ao contrário, destruição. Retrato do abandono da vida rural, que está com os seus anos contados na nossa região, pela minha avaliação.
As chuvas trouxeram de volta os espelhos d'água. Conforto para o gado. O leite deve começar a aumentar.
Essa cena é nova para aqueles que viam vários companheiros roçando pasto. Com a carência de mão de obra e o alto custo desta, apenas um homem hoje faz tudo, com uma roçadeira a gasolina.
Uma colheita de capiçoba. Uma hortaliça servida refogada, e que tem um gosto amargo.
Consultei o wikipedia e lá tirei isso:
"A planta é rica em proteínas: 23% da base seca, em fósforo: 480 mg/100 g, ferro: 47,7 mg/100 g, zinco: 7,8 mg/100 g, e vitamina A: 6930 U.I. Porém, um estudo científico recomenda que seja verificado se a capiçova contém alcaloides pirrolizidínicos, que são tóxicos para o fígado, pois outras espécies do género os possuem."
Você é capaz de, pelo menos, levantar esse carrinho? Pois D. Conceição carrega isso quantos quilômetros forem precisos, se Maria, a sua filha, deixar.
Também ela é mais nova que você. Tem apenas 78 anos.
Mas vamos andando...
Já de volta, na cutieira.
Você conhece o seu fruto? Se usado em excesso, dá uma tremenda disenteria.
sobre isso pesquisei:

"Esta linda árvore conhecida popularmente na região, como cutieira, produz uma castanha de sabor delicioso, porém perigosa para quem não conhece seus efeitos e não sofre de problemas intestinais. A partir do momento da ingestão o intestino desprende aproximadamente em 1/2 hora, variando de pessoa pra pessoa. A população local tem histórias pra contar sobre os efeitos desse fruto começando pelo (rs,rs,rs,rs) autor. Se você souber do que se trata, por favor, se manifeste ou mesmo pra dar sua opinião a respeito."


http://serrademinas.blogspot.com.br/2008/11/fruta-e-o-intestino.html
Chegando EMBELISARIO...
Pipas no chão. É tempo de ir para a escola.
Pegar melhor bolsa e vir dar um rolé na rua.
Uma esquentadinha no sol é tudo de bom.
Minha amiga Mariana mora nos estados Unidos. Quando a sua mãe, a comadre Marlene, vai lá passear, canta para os dois netinho americanos: "olha a chuva pessoal! Tira a roupa do varal! Mariana reclamou no Face que fica em dificuldades para explicar pros garotos o que é colocar roupa no varal. Lá não tem isso. Ai vai Mariana...
Mais uma esquentadinha no sol. Depois reclamam do aquecimento solar. Todo mundo esquentando sol...
Outra cena muito diferente para os que deixaram Belisário há anos. A contratação de concreto em betoneiras vai, a cada dia, deixando de lado os mutirões para bater laje
Hoje tinham 4 caminhões aqui fazendo isso.


Como se vê, apenas 2 homens para fazer um enchimento, com muita rapidez.
É o mesmo problema já citado de falta de mão de obra, levando ao levantamento do custo benefício dessa modalidade.