domingo, 17 de dezembro de 2017

A CONFRATERNIZAÇÃO DO ROSA FINGERGUT

Em Salvador, ou SSA, não precisa falar em rua, número e o CEP só serve mesmo pro carteiro.  Falou o prédio e o bairro e tá identificado. André morava do Príncipe de Gales, na Cidade Jardim, agora no Rosa Fingergut, no Horto. Mais claro impossível.
Pois foi nesse domingo a festa de confraternização do condomínio, que tem quase a metade da população urbana de Belisário.
As mulheres ficam num lado do salão...
E os homens do outro.

Um deles silencioso e o outro muito ruidoso.
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As crianças estão na área dos fundos, entregue aos recreadores.
Alice sim. Gui não quis entrar nessa.
Em Salvador não existe festa mais ou menos. Tudo é feito em alto nível. Um grupo de pagode foi contratado para animar o ambiente. E como animou. Além do pagode, samba e muito axé music.
Aí você me pergunta: o que que a baiana tem? Vá vendo aí.
Do outro lado os homens só na cerveja.
E um tira gosto na mesma linha do menu do almoço.
Passa negão
Passa neguinha
Quero ver você passar
Por debaixo da cordinha
                                             
Passa negão
Passa loirinha
Quero ver você passar
Por debaixo da cordinha
(É o Tchan)
Vai, vai, vai
Baixando
Vai, vai, vai
Passando
Vai, vai, vai
Que eu também vou
                                
Essa aí passou!
Essa aí passou!
Essa aí passou
(É o Tchan)
O filho de Rose estuda Medicina em Minas, na cidade de Montes Claros.
Vilson me desafiou quanto à cachaça. Diz ele que essa de Santa Catarina não tem semelhante em Minas, nem em Salinas. Ele não conhece as produzidas em Belisário e a Água da Mata, do Primo José Sigiliano.
O almoço vai ser lá pelas 16 horas. Isso também é uma prática em Salvador.
Parece que o grupo musical não agradou essa mocinha.
E a galera feminina não sossega. Time quase completo.
Tava faltando a representação de Belisário. Minerim bobo prefere ficar no lado das muié.
Ou tirando fotos com as baianas bonitas.
E o fogo não baixa.
Eu falei Faraó
Êeeh Faraó!
Clamo Olodum Pelourinho
Êee Faraó!
Pirâmide, a base do Egito
Êee Faraó!
Clamo Olodum Pelourinho
Êee Faraó!
 (Olodum)
A criançada começa a ficar ouriçada.
Que foi, Alice?
Os olhos arregalam.
É o Papai Noel adentrando o salão, vindo diretamente da Lapônia. Deve estar estranhando o clima.
Ho ho ho...
O pobre velhinho está de saco cheio.
Lembrou-se de todas as crianças presentes na festa.
Nunca vi um Papai Noel tão realista como esse. A garotada tocava na pele pra ver ser era real, na barba...
Todos vão sendo chamados.
Esse parece que adora o bom velhinho.
Nem tanto.
Poema é vizinha de porta.
Quem é? Papai Noel?
Gosto não.
Esse de amarelo ficou de papagaio de pirata em quase todas as fotos.
Gui também foi lembrado, é claro.
Théo é irmão de Poema portanto, vizinho de porta.
Olha o papagaio e pirata aí.
Todas as crianças ganharam livros de presente.
Já no final da tarde temos uma feijoada para encarar.
Alice também não quis saber do velhinho. Agora resolveu ficar de boa com ele.
Bonitas famílias.
Os maridos querem celebrar essa tarde homenageando àquelas que lhes foram parceiras em todos os bons momentos de 2017: as garrafas de cerveja,  uísque e pinga.
E não poupam nem o bom velhinho, herói das crianças, que entra na farra dos marmanjos.
Na verdade ele precisa se sujeitar a tudo. Na próxima semana estará sem emprego e com a Lei da Terceirização nada impede que se deixe de contratar, daqui por diante, profissionais vindos da Lapônia, optando-se por  velhinhos aqui da Baixa do Sapateiro.